No último ano, o setor movimentou cerca de US$ 75 milhões no Brasil, levando-se em consideração o mercado interno e as exportações. O consumo de flores per capita no país é de US$ 4 ao ano, número que se encontra em crescimento e representa um indicativo do grande potencial do segmento. Devido ao clima e aos investimentos em capacitação, a Região Nordeste, inclusive o Rio Grande do Norte, começa a se destacar na produção nacional.
O superintendente do Sebrae no Rio Grande do Norte, José Ferreira de Melo Neto, vislumbra na atividade um enorme potencial econômico para o Estado.
? A produção de flores e plantas ornamentais tem uma média de rentabilidade de R$ 30 mil para cada hectare plantado. O Sebrae/RN trabalha para desenvolver a quantidade e a qualidade da produção local, além de preocupar-se com a manutenção da atividade ? afirma Melo.
Segundo a gestora do projeto Maria Emília Cabral, a produção de flores e plantas também vem crescendo e a cada ano está mais profissionaliza no Rio Grande do Norte, com destaque para o cultivo de flores tropicais. A produção já é realizada em municípios como Assú, Brejinho, Ceará-Mirim, Extremoz, Macaíba, Monte Alegre, Punaú, Parnamirim, entre outros. Cidades do interior, como Caicó e Martins, já demonstram interesse em adquirir rizomas e capacitar produtores para o desenvolvimento do setor.
Segundo a representante da Cooperativa de Plantas e Flores Tropicais do Rio Grande do Norte (PotyFlores), Miriam Ferreira Santiago, a produção de flores e plantas ornamentais gera emprego e renda para comunidades rurais de diversos municípios do Estado.
? As perspectivas para o setor são ótimas, e o Sebrae/RN realiza um importante trabalho na qualificação e expansão da produção. Com o apoio da Instituição, até o fim de 2010 deveremos estar exportando nossos produtos ? espera a produtora de flores tropicais.