Na Europa, a França é o país que mais recebe subsídios, e é também o maior produtor. O momento de incertezas vem com a pressão mundial para terminar com a ajuda direta aos produtores e equilibrar a competitividade. A política agrícola européia vai mudar em 2013 e, até lá, os produtores europeus vão entrar na disputa. Eles querem garantias de sobrevivência e saber quem vai pagar a conta social do desemprego.
O subsídio na França se mantém o mesmo nos últimos 15 anos, mais de R$ 700 por vaca. Os pecuaristas franceses calculam que a ajuda do governo represente 33% do movimento econômico na maioria das fazendas, e não acreditam que seja possível acabar com esse processo. Isso seria o mesmo que parar com a atividade na Europa inteira.
O presidente dos criadores de Limousin (França), Bernard Roux, explica que foi a sociedade quem decidiu, em 1992, ajudar a produção agrícola. Todos os produtores se acostumaram com isso e fizeram projetos e investimentos nas estruturas da fazenda.
? Se os subsídios forem tirados, os pecuaristas vão sair de cena e a França não vai ter mais alimentos. A sociedade tem que saber o que quer fazer com a produção nacional – diz ele.