? A decisão é econômica para o produtor e não compromete a imunidade dos animais, que já receberam uma dose em maio ? afirma o coordenador estadual do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), Luiz Eduardo Rocha.
Para o coordenador, o mais importante é alcançar a cobertura de 100% de vacinação para manter a doença longe do rebanho, que soma 7,6 milhões de cabeças.
? O pecuarista deve aplicar as doses nas datas previstas e comprovar o ato nas agências locais de defesa agropecuária disponíveis. Só assim, os animais vão continuar protegidos do vírus da febre aftosa ? afirma.
De acordo com dados oficiais, existem 52.431 propriedades com bovídeos nos 139 municípios do Estado. A campanha será intensificada na chamada zona de proteção, que inclui municípios na divisa com o Maranhão.
? Os veterinários do serviço estadual vão às propriedades que não declararam a vacinação na etapa de maio ? explica Rocha.
O lançamento da campanha será no dia 7 de novembro em Paraíso do Tocantins. O Estado é livre da febre aftosa com vacinação desde 2001 e conta com 30 barreiras sanitárias fixas, 16 móveis e 10 fluviais. Na primeira etapa da campanha foram imunizados 99,5% dos animais. Os produtores rurais devem entregar a declaração da vacina até 10 de dezembro, em um dos 142 escritórios de atendimento à comunidade agropecuária. Panfletos e cartazes com as recomendações aos pecuaristas podem ser encontrados em lojas agropecuárias e escritórios da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).