Navios-plataforma contratados pela Petrobras devem entrar em operação em 2017

Quando estiverem operando com capacidade máxima, as plataformas acrescentarão cerca de 900 mil barris de óleo por dia à produção nacionalOs navios-plataforma, cuja construção dos cascos foi contratada na última quinta, dia 11, pela Petrobras e pelas parceiras BG, Galp e Repsol com a Engevix Engenharia, devem entrar em operação em 2017. Os contratos somam US$ 3,46 bilhões e estão sendo considerados de grande importância estratégica para que a estatal alcance as metas de produção previstas para o pré-sal da Bacia de Santos.

A Petrobras informou, em nota, que as plataformas devem acrescentar cerca de 900 mil barris de óleo por dia à produção nacional, quando estiverem operando com capacidade máxima.

? Essas unidades, batizadas de “replicantes”, integram a nova geração de unidades de produção concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos ? diz a nota.

Ainda segundo a estatal, cada uma das oito plataformas, todas do tipo FPSO (que produzem, armazenam e transferem óleo e gás), terá capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural.

As informações indicam que, das oito unidades contratadas, seis serão administradas pelo consórcio que detém a concessão das áreas de Tupi e Iracema. As outras duas serão gerenciadas pelo consórcio do bloco que abrange os campos de Guará e Carioca. Os cascos serão construídos no Pólo Naval de Rio Grande (RS), onde funciona o dique seco da Engevix. A previsão de conteúdo nacional é de, aproximadamente, 70%.

? Os dois primeiros cascos deverão ser entregues ainda em 2013, enquanto os demais, ao longo de 2014 e 2015 ? informou a empresa em nota.

O consórcio do Bloco BM-S-11 (que engloba Tupi e Iracema) é controlado pela Petrobras (65%), que tem como sócias a BG do Brasil (25%) e a Galp Energia (10%). Já o consórcio do Bloco BM-S-9 (Guará e Carioca) é formado pela Petrobras (45%), BG do Brasil (30%) e Repsol do Brasil (25%).