As informações são da Agência Boliviana de Informações (ABI), que é oficial. De acordo com as autoridades, a meta é por em prática uma política agressiva para estimular a produção de petróleo. O congelamento de tarifas inclui serviços de abastecimento de energia, água e telefone, além de peças de reposição para os transportes públicos.
O vice-presidente do país, Alvaro Garcia Linera, anunciou as medidas contidas no Decreto Supremo nº 748. Linera fez o comunicado em nome do presidente boliviano, Evo Morales, que está em viagem oficial à Venezuela ? que vive momentos de tensão em decorrência dos problemas causados pela chuva no país. As medidas foram aprovadas pelo Conselho de Ministros da Bolívia.
? Não podemos mais subvencionar os poderosos que têm cinco ou seis carros. O que queremos é que o dinheiro que usamos para conceder o benefício atenda aos bolivianos mais necessitados. Queremos proteger a economia boliviana ? afirmou Lindera.
O vice-presidente afirmou ainda que o reajuste dos combustíveis possibilitará uma espécie de “nivelamento dos preços” cobrados na Bolívia, como já ocorre no Brasil, na Argentina e nos demais países vizinhos.
? Não podemos manter os preços baixos aqui na Bolívia e altos no Exterior, porque a nossa gasolina e nosso diesel estão saindo pelos rios ? disse Linera, referindo-se ao contrabando dos produtos.
? Queremos continuar o modelo de desenvolvimento, mas é preciso proteger a economia para manter o crescimento e os investimentos. Não podemos continuar a sangrar ? afirmou.