A ameaça do novo coronavírus emergiu como um novo risco para as perspectivas de crescimento global, segundo a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) realizada nos dias 28 e 29 de janeiro. Segundo o documento, os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) concordaram que a evolução do surto merecia atenção.
“[Os membros] viram principalmente a distribuição de riscos às perspectivas de atividade econômica como mais favorável do que na reunião anterior, embora vários riscos negativos permanecessem proeminentes”, diz a ata.
Na semana passada, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse no Congresso que o banco central norte-americano quer ver evidências de que as rupturas decorrentes da China, segunda maior economia do mundo, são persistentes e relevantes para a economia dos Estados Unidos antes de considerar a possibilidade de cortar as taxas de juros. Na reunião de janeiro, o comitê manteve a taxa básica inalterada na faixa entre 1,50% e 1,75% ao ano. Em 2019, os juros foram cortados três vezes.
Por Agência Safras