Quando o agricultor Elói Zanatta plantou 600 hectares de soja em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, 30% da sua lavoura já estava comercializada. Agora, devido aos prejuízos com a estiagem, o produtor rural teme não conseguir cumprir com o contrato.
– Tem que ter o produto para entregar ou conseguir renovar para entregar para o outro ano – afirma Zanatta.
Com a alta do dólar e a boa cotação da soja em setembro do ano passado muitos agricultores fecharam contratos antecipadamente para ter uma rentabilidade maior.
Segundo as empresas que compram grãos, 35% da safra gaúcha foi comercializada dessa forma.
– Estamos em um limite de falta de chuvas do qual se registra uma quebra que seria o máximo do aceitável para que o setor não cause maiores danos à economia – disse o diretor de corretora, Cleber Bordignon.
O cerealista Vítor Marasca, de Cruz Alta, no noroeste do Estado, aguarda receber 200 toneladas de soja.
– A apreensão está na cabeça de todos nós e do produtor principalmente – disse.
Se a lavoura não render o que está previsto nos contratos os agricultores terão que renegociar os contratos, para isso devem que apresentar um documento que registra as perdas.
– Um laudo da Defesa Civil é o comprovante disso e aí se faz um acerto com essas companhias nesses casos de contratos – explica Bordignon.
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