Segundo a dirigente, não estão afastados questionamentos na Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito da política praticada por ambos os países quanto à commodity.
– Estamos acompanhando e nos preocupa – resume Elizabeth.
O governo brasileiro já se prepara para questionar a Tailândia no próximo Comitê de Agricultura da OMC, nos dias 4 e 5 de março. Para tanto, utilizará um relatório elaborado pela Agroicone, consultoria especializada em disputadas internacionais e parceira da Unica.
Serão dois os pontos abordados: o preço mínimo interno elevado, que permite ao produtor local exportar, e os incentivos dados aos produtores de cana, que reduzem os custos de produção.
Com relação à Índia, ainda não há nenhum estudo pronto para apresentação. O país asiático, entretanto, aprovou na semana passada um subsídio de 4.000 rupias (US$ 64) por tonelada de cana exportada, válido para 1,4 milhão de toneladas, incentivo este que a Unica está monitorando, segundo Elizabeth Farina.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e a Tailândia é o segundo maior exportador da commodity. Enquanto o Brasil deve reduzir as exportações do açúcar na safra em cerca de 1 milhão de toneladas, para 17 milhões de toneladas de açúcar demerara, a Tailândia deve comercializar mais de 9 milhões de toneladas no período, aumento de 17%.