Como a gasolina vendida nos postos recebe adição de 25% de etanol nas distribuidoras, denominada tipo C, o consumo no Rio Grande do Sul em abril deve alcançar 229 milhões de litros. Conforme o diretor administrativo-financeiro da Refap, Vicente Rauber, ainda há folga na capacidade de produção.
? Nessas circunstâncias, não há risco de problema no abastecimento, nem se cogita a importação de gasolina para o Rio Grande do Sul. Estamos atendendo a toda a demanda e preparados até para atender a pedidos adicionais ? sustentou Rauber.
O aumento do consumo de gasolina deve-se à alta acelerada da frota nacional de veículos nos dois últimos anos, à disparada dos preços do álcool, impulsionados pelo período de entressafra e pela redução da produção das usinas, que preferem aumentar a fabricação de açúcar devido à alta da cotação internacional do produto.
A frota gaúcha foi a quarta que mais aumentou em 2010. Pelos dados do Detran, à frota de 4,14 milhões de veículos no final de 2008, foram acrescentados 615 mil até fevereiro passado ? alta de 15% em dois anos.
Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o etanol perdeu competitividade em todos os Estados, mas a gasolina está mais vantajosa principalmente no Rio Grande do Sul (o preço do etanol é 99,25% do valor da gasolina).