Produtores de algodão cobram recursos do governo federal

Setor pede liberação imediata dos recursos previstos para o PeproProdutores de algodão querem que o governo libere rapidamente os recursos previstos para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O pedido foi feito nesta terça, dia 23, em Brasília, durante a reunião da Câmara Setorial. A medida evita a queda drástica do valor do produto, que enfrenta pressão por causa do início da colheita da safra.

Quarto maior exportador de algodão do mundo, o Brasil enfrenta dificuldades em manter a produção. A safra atual projetada em 1,15 milhão de toneladas sofreu uma redução de 450 mil toneladas em relação ao período anterior. O motivo foi a diminuição da área plantada que chegou a 23%.

A colheita do algodão está no início e com ela vem a preocupação dos produtores rurais com relação aos preços. O setor pede que o governo libere o quanto antes o Pepro. A medida que costuma ser anunciada, todos os anos no mês de maio, está atrasada.

? O governo sempre tem dado esse suporte. Agora está tendo um pequeno atraso, aliás, um atraso considerável em função de questões burocráticas. É importante porque os compromissos já vem vencendo, o produtor tem que pagar suas contas e precisa do prêmio para complementar o preço mínimo ? afirma o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha.

A assessoria de comunicação do Ministério da Agricultura informou que o governo assumiu o compromisso de oferecer R$ 550 milhões em Pepro. O valor é o mesmo do ano passado. A portaria liberando os recursos, ainda não tem data marcada, mas deve ser publicada em breve no Diário Oficial da União.

Segundo o setor, o dinheiro será suficiente para assegurar os preços de 70% da produção brasileira. Quanto às previsões para a próxima safra, o cenário é de incertezas. Entre os motivos estão os altos custos dos insumos e a migração do algodão para a soja, cultura que está valendo mais no mercado. Por isso a Abrapa fala até em mais uma redução da área plantada.

? Hoje se a gente pegasse o que temos, hoje, talvez seria para uma manutenção de área, talvez uma pequena redução ainda ? diz Cunha.