Mais doce, é assim que está a safra da uva na região de São Roque. Enquanto algumas culturas sofreram com a seca, na cidade paulista a produção de uva foi favorecida.
– Nesta época estamos com um pouco menos de água aqui na região de São Roque, no sudoeste de São Paulo. Estamos com menos água, o que favorece na produção e na maturação das uvas. Elas não gostam muito de água – diz o produtor Cláudio Góes.
Se a uva está mais doce é sinal que o vinho será superior ao das safras anteriores.
– A uva com um índice de grau de açúcar mais elevado vai resultar em teor alcoólico mais alto e melhor degustação do vinho – afirma o enólogo Fábio Góes.
A safra está no início, na fase de maturação, mas o produtor já comemora os resultados de qualidade e produtividade, principalmente das uvas cabernet sauvignon e cabernet franc. Variedades que sempre são um desafio de produção em regiões tropicais.
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– Produzir uva para vinho no Brasil é um desafio de todo produtor nacional, desde os do Rio Grande do Sul até os de Petrolina, no vale do São Francisco. Em São Paulo não é diferente – diz o produtor.
O comércio do vinho também é um desafio. O brasileiro consome pouco, apenas 2 litros por pessoa ao ano. E o jeito é investir no enoturismo. Nos últimos 10 anos, o turismo na região de São roque Cresceu, e, hoje, a cidade recebe cerca de 300 mil visitantes por ano.
– O consumidor vem mais próximo do produto, vem conhecer, vem saber como ele é produzido e vem degustá-lo – afirma o produtor.
E se o clima anda quente, o chope de vinho ganhou destaque entre os turistas.
– O chope de vinho guarda as características do vinho, mas traz uma sensação mais refrescante. No verão, é bem bacana, gostoso afirma a administradora Patrícia Pádua.
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