Esta semana, o juiz da 1ª Vara de Sertãozinho, Aleksander Coronado da Silva, condicionou a formalização do acordo à publicação no Diário Oficial. Outro ponto é a intimação de credores para apresentarem recursos. É o caso do Grupo Cosan, um dos credores da Albertina e concorrente da LDC-SEV na produção de açúcar e etanol, que votou contra a proposta de venda dos ativos e recorreu judicialmente da decisão. A empresa informou que não se manifestará sobre o assunto.
O terceiro ponto, também questionado pela Justiça, é como ficará o processo de recuperação judicial da companhia, iniciado em 2008. A empresa calcula que os R$ 180 milhões recebidos pelos ativos agrícolas em até 12 anos seriam suficientes para quitar os débitos restantes com os credores. Mas a venda para a LDC-SEV não inclui a parte industrial, ou seja, a usina, a qual poderá ser fechada e provocar a demissão de funcionários, fato que pode ser questionado pela Justiça no processo de recuperação judicial.
A Agência Estado apurou que, independente da questão jurídica, a LDC-SEV já iniciou o pagamento de parte dos R$ 20 milhões iniciais pelos ativos de cana por 12 anos. As duas empresas preferem manter o silêncio e também não se pronunciaram.