A Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove) participou de reunião em Brasília, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na noite da quinta-feira (27) juntamente com outras entidades do setor produtivo. A pauta: redução do preço dos alimentos para o consumidor.
De acordo com o diretor-executivo da entidade, André Nassar, foi apresentado ao governo um nivelamento de informações a respeito dos preços do óleo, do farelo e demais derivados de soja e a relação disso com as cotações da oleaginosa.
“Após esse nivelamento, veio o debate de como o setor poderia trabalhar para gerar mais competitividade no mercado de óleo porque o governo espera que o preço do óleo comestível ao consumidor caia. Mostramos que esses preços já estão caindo, mas o governo quer ter um tipo de garantia de que os preços continuarão caindo. Sabemos que isso não é possível, mas temos ideias.”
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De acordo com ele, a sugestão da Abiove para efeitos no curto prazo é que se retire o imposto de importação dos óleos vegetais, tanto na matéria-prima quanto no refinado. “No caso do óleo de soja bruto esse imposto de importação é de 9% e no caso do refinado é de 10,8%. Sugerimos reduzir esses impostos para zero temporariamente, por um período de dois meses, e avaliar. Isso trará mais competitividade ao mercado e tende a ser bom para o consumidor”, conta.
Contudo, Nassar ressalta que o Brasil é competitivo na produção de óleo, visto que o país também exporta o produto. “A proposta [de zerar imposto de importação] é boa porque se o preço internacional do óleo ficar mais barato do que o preço doméstico, se viabiliza a importação e esse produto de fora corrige esse eventual descasamento [de preços]. Procurei mostrar ao governo que isso já aconteceu no ano passado, sobretudo nos meses de outubro e novembro. […] a proposta é politicamente muito interessante e economicamente tem chances de dar resultado”, conclui o diretor da Abiove.