A colheita do milho nos Estados Unidos está em fase inicial, o que leva a atenção do mercado para os relatórios semanais da USDA, especialmente porque existem dúvidas quanto à capacidade de exportação do cereal americano, pelo Golfo do México, após a passagem do furacão Ida, que causou estragos em dois terminais portuários na região.
Confira abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado:
- Nos Estados Unidos, o mercado direciona suas atenções ao início dos trabalho de campo, portanto acompanhar os relatórios semanais do USDA ainda é relevante;
- Seguem os questionamentos em torno da capacidade logística de escoar a safra pelo golfo, ainda tentando mensurar os estragos causados pelo Furacão Ida, afetando a operação de dois terminais portuários;
- O avanço da colheita sem o porto escoando a safra na velocidade necessária pode ser um elemento de pressão importante no curto prazo;
- O mercado segue atento a potenciais compra de milho por parte da China;
- No mercado doméstico, o cenário foi de queda das indicações ao longo da semana. No entanto, as cotações são historicamente acentuadas para o padrão da safrinha brasileira;
- A produtividade média ainda é um grande problema em muitos estados;
- Depois que o produtor honrar os compromissos do final desse mês, aumenta a possibilidade do mercado voltar a travar e os preços encontrarem novo fôlego para alta;
- Atenção ao primeiro semestre de 2022, quando o abastecimento de milho seguirá bastante complicado. A situação tende a se normalizar apenas com a entrada da safrinha 2022.
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