A troca de experiências entre os pesquisadores dos quatro países visa, principalmente, a assegurar a liberação de produtos geneticamente modificados de forma segura para o meio ambiente, que não comprometa as variedades convencionais.
O coordenador geral do projeto, William Roca, lembra que os países envolvidos têm uma grande biodiversidade que precisa ser preservada. Por isso, é importante reduzir os possíveis efeitos negativos da biotecnologia.
A preocupação em preservar a biodiversidade está prevista no Protocolo de Cartagena sobre biossegurança, celebrado há nove anos. Mais de 180 países, entre eles o Brasil, assinaram a Convenção.
? É muito importante do ponto de vista científico e também do ponto de vista de políticas públicas porque isso permite que os países vizinhos que compartilham uma grande diversidade, nós temos, por exemplo, a região amazônica, que nós compartilhamos, ela possa ser entendida e protegida de uma forma mais harmoniosa ? disse a coordenadora do projeto no Brasil, Deise Capalbo.
Os estudos transgênicos vão priorizar as análises da batata, milho e algodão, quanto à mandioca que é nativa do Brasil, as pesquisas estarão voltadas para a proteção das variedades silvestres.