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Políticos e representantes do agronegócio comentam saída de Wagner Rossi

Ministro da Agricultura entregou carta de demissão à presidente Dilma após várias denúncias de corrupção em seu ministérioApós pedido de demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ocorrido na noite desta quarta, dia 17, políticos e representantes do agronegócio comentaram sua saída.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que a saída de Wagner Rossi do Ministério da Agricultura “não enfraquece” o governo. O deputado minimizou o fato de Rossi ser o quarto ministro a cair nestes oito primeiros meses do governo Dilma e afirmou que as ações na área da Agricultura não serão prejudicadas.

-Isso não enfraquece o governo. As coisas têm funcionado. Há um conjunto de ações tomadas que vão continuar – disse o líder do governo na Câmara.

Vaccarezza declarou que o ministro vinha oferecendo “respostas firmes” às acusações contra a pasta. O líder tratou a demissão como “surpresa” e destacou que a carta de demissão de Rossi utiliza motivos pessoais para justificar a saída.

Para o deputado, a revelação de que Rossi usou um avião de uma empresa do setor agropecuário não seria motivo suficiente para provocar a saída.

– O cidadão pegar carona em avião não autoriza dizer que está vendido – afirmou. Questionado se o PMDB deve manter o controle da Pasta, Vaccarezza disse que “a decisão é exclusivamente da presidente Dilma”.

O deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), líder tucano na Câmara, afirmou que a saída de Rossi “não deve esgotar o processo de apuração das irregularidades no Ministério até a punição dos eventuais culpados por prejuízos ao erário público”.

Para Nogueira, que tem base eleitoral em Ribeirão Preto, assim como o agora ex-ministro, Rossi estava rodeado por assessores e pessoas “em situações insustentáveis”, o que piorou sua situação no cargo.

– A presença do ministro ficou complicada, porque esses questionamentos não iriam cessar – afirmou. O deputado afirmou ainda esperar que a saída do ministro não atrapalhe o planejamento do Ministério da Agricultura para atender o agricultor no ano-safra que se inicia.
 
O empresário do setor canavieiro e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Maurílio Biagi Filho lamentou a saída do ministro e criticou a série de denúncias publicadas pela imprensa, que levou Rossi a pedir exoneração do cargo.

– Pensei que ele fosse o cara que iria fazer a virada do paradigma, pois todo ministro que a imprensa denuncia pede demissão. Mas o país não pode funcionar desse jeito e não pode ser governado pela imprensa – disse Biagi Filho.

Para ele, nenhuma acusação contra Rossi foi provada.

– Até mesmo usar avião (privado, da empresa Ourofino) é um pecado que não é capital – afirmou.

Biagi elogiou o pouco mais de um ano de Rossi à frente da pasta e citou o trabalho de união das cadeias citrícola e cafeeira como alguns “dos bons trabalhos deixados por ele”.

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