O produtor Aníbal Peçanha plantou 15 hectares de feijão em abril, em Sarapuí, São Paulo. O produtor apostou mesmo contra as probabilidades, já que esta não é uma época favorável a esse tipo de cultura na região. A queda na produtividade foi alta.
? Queda foi em torno de 80% porque tivemos problema com geada e já era uma safra de risco. Agora, temos que aguardar e ver se pega um bom preço para o pouco que sobrou ? conta.
As condições climáticas também afetaram a safra de feijão no nordeste baiano, principal produtor nesta época do ano. O que faltou foi chuva. De acordo com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, a região deve colher pouco mais de 50 mil toneladas de feijão carioquinha, 70% a menos que na segunda safra do ano passado.
? Com as condições climáticas do Nordeste do Brasil, não se produziu o que era esperado. Isso provoca uma retirada dos compradores da região e um deslocamento para os Estados centrais ? explica o corretor de feijão Valdemar Ortega.
Com a expectativa de escalada nos preços, o produtor Aníbal resolveu estocar o pouco que colheu na última safra, para assim conseguir maior lucro por saca.
? Pretendo vender no começo de setembro por em torno de uns R$ 120, R$ 130 ? conta.
? Ele deve ficar dentro das margens esperadas, de 10% a 15% além do preço praticado. Mas isso deve acontecer lá pelo final de setembro, meados de outubro ? afirma o corretor.