O clima este ano não ajudou, choveu menos e faltou água. As frutas estão menores e a produção também. Mas nada significativo que preocupe os produtores.
Em Jundiaí, na propriedade rural de Roberto Losque, a produção é vendida in natura e para produção de suco. O produtor aproveitou o espaço da margem do lago para plantar duzentas amoreiras.
Mesmo com frutas menores, a produção em média é de 90 quilos por pé. O que rende a ele um total de quase duas toneladas. Se a fruta está em falta no mercado, Roberto garante que não é por culpa do clima. E sim, pela falta de uma logística que garanta o transporte e a distribuição da uma fruta que é muito perecível.
No Mercado Municipal de São Paulo até esta quarta, dia 14, não havia amoras nas bancas de frutas. Nesta quinta, dia 15, a mercadoria chegou e logo deve ser vendida.
Segundo o comerciante Bruno Consentino, o problema é que a fruta é muito perecível e hoje não há uma estrutura de logística para garantir transporte e distribuição adequados. Para ele, a amora, mesmo com toda procura, ainda é uma tradição coisa caseira, dos fundos da casa.