Embora a citricultura seja um investimento com resultados a longo prazo, quem apostou já está colhendo bons frutos e se mostra satisfeito. Com 21 hectares e mais de 1,5 mil pés plantados de diferentes tipos de laranjeiras, o produtor Jeferson Alves, da Fazenda Santa Mathilde, foi o pioneiro da cultura no município.
Com a instabilidade na produção de arroz, a família tradicional no plantio do grão queria um novo caminho. E achou. A produção de cítricos está indo para o quarto ano. A intenção é produzir em escala comercial. Este ano, os primeiros frutos foram comercializados como forma de testar o mercado.
? Para se ter uma ideia, o normal na área que tenho plantada (21 hectares) é que no sétimo ano se tire de 22 a 25 toneladas ao todo. Ano que vem, devo colher 45 toneladas. Como a aceitação no mercado local foi muito boa, até já estou preparando uma nova área, com mais 10 hectares de plantação. O resultado financeiro demora, mas vem, porque é um tipo de fruta que vale mais ? afirma Alves.
A valorização chegou a 100%, calcula o produtor. Enquanto vendeu o quilo da fruta no atacado por quase R$ 2, as mesmas variedades vindas de outros lugares ficaram em R$ 1.
Itaqui está localizada no paralelo 30, uma região geográfica que oferece todas as condições climáticas e de solo que a cultura necessita, explica Jocélia Vargas, engenheira agrônoma que presta assessoria técnica ao projeto implantado na Santa Mathilde. As diferenças entre as temperaturas diurnas e noturnas, complementa, serão decisivas na determinação da qualidade das frutas.
? Itaqui tem condições climáticas que proporcionam a produção de frutas com qualidade para conquistar os mercados mais exigentes. A laranja produzida aqui pode tranquilamente ser exportada ? acrescenta Jocélia.
Este é o principal foco de Alves com sua produção ? o mercado externo, em especial a Holanda.