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IMPACTO NO SETOR

CNA acredita que Mapa respeitará prazo para discussões sobre padrão de umidade da soja

Diminuição de um ponto percentual na umidade deixa a massa de soja 1,15% mais leve e, assim, reduz a quantidade de grão comercializada pelo produtor

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Foto: Logcomex

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) defende, em audiências que foram realizadas entre o final de outubro e começo de novembro, a revisão do Regulamento Técnico da Soja.

O documento, cuja readequação está em debate há cerca de dois anos, visa definir os critérios de classificação da soja nos requisitos de identidade e qualidade, amostragem, modo de apresentação e marcação ou rotulagem do grão.

A mudança proposta é a redução do teor de umidade da oleaginosa de 14% para 13%. A Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) se manifestou contrária à alteração caso não sejam considerados mecanismos de compensação financeira ao produtor.

Isso porque a diminuição de um ponto percentual na umidade deixa a massa de soja 1,15% mais leve. Com isso, o sojicultor teria prejuízos na comercialização.

“O produtor que colhe e entrega a produção diretamente a uma trading, que será a responsável pela secagem, já sofreria o desconto na entrada do grão. É isso o que estamos querendo discutir com todos os elos, porque se a indústria e os armazéns vão se beneficiar por ter uma qualidade melhor no final do armazenamento e o frete ficará mais barato, o produtor precisa ter uma garantia de que não terá prejuízo”, ressalta o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Segundo ele, o setor precisa de um prazo de seis meses para discutir o tema com a cadeia antes da publicação do Regulamento Técnico da Soja. “Não acredito que o Mapa oficializará o texto antes de permitir as devidas discussões”.

  • Procurado pela reportagem, o Mapa não se manifestou a respeito da possibilidade ou não de prorrogação do prazo. O espaço segue aberto.
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