— O consumo é resiliente e os estoques estão baixos — afirmou, em entrevista coletiva na sede da entidade, em Londres.
Os contratos futuros de café arábica têm recuado na Bolsa de Nova York, enquanto o tipo robusta apresenta maior resistência na Bolsa de Londres. Questionado sobre os motivos das oscilações de preços verificadas atualmente na commodity, Silva apontou a “disponibilidade de mercado”. Ele não quis entrar em detalhes, nem fazer previsões mais específicas sobre as cotações.
Silva avalia que os produtores estão bem capitalizados.
— Eles estão recebendo financiamento dos governos ou de fontes privadas e hoje sabem como comercializar melhor o café — disse.
Silva disse que uma das prioridades da OIC é obter a adesão da China, Rússia e Coreia, países que atualmente não fazem parte da entidade.
— Começamos a nos aproximar da China e a fazer contato com o governo — disse o diretor executivo da OIC.
Segundo ele, o objetivo é estabelecer uma agenda para conseguir ter melhor avaliação do mercado chinês.
Silva avalia que o maior impulso para o consumo no mercado de café virá dos países emergentes e dos produtores, onde há melhora na renda da população.
— Países como China, Índia e Indonésia já estão consumindo café, mas ainda há muito espaço para crescer — afirmou.