– Os custos já foram feitos. Já estão todos os insumos para a gente plantar. Então a gente vai ter a esperança que a chuva venha. Desde quando estou no Distrito Federal nunca tinha visto a água escassa assim – afirma.
Na área de 30 hectares, 20 hectares são usados para a soja. Já foram gastos quase R$ 30 mil na espera da próxima semeadura. Para os produtores de soja, essa é uma das secas mais prolongadas. Se a chuva demorar ainda mais, o risco é que nem a safrinha dê para plantar.
Mesmo sem chuva, algumas áreas com estrutura de irrigação conseguiram iniciar o plantio. E é aí que está mais um problema.
– Afeta principalmente a questão fitossanitária, podendo haver muitos problemas com o controle de ferrugem asiática, lagartas e percevejos – explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro da Silva.
Neste período de safra, a oferta de grãos deverá ser menor. Para os especialistas, o produtor é quem pode perder mais.
– Os preços do mercado não estão bons nem para a soja, nem para o milho. Se houver queda na produtividade, o faturamento do produtor vai cair muito num momento que os custos estão muito altos. Então, é um momento de grande risco para o agricultor brasileiro – diz.