A presidência da Famato recebeu com revolta o zoneamento da cana-de-açúcar, lançado na última semana pelo governo federal. Dos 141 municípios do Estado, 115 são afetados pelo zoneamento e não podem ter usinas de cana. Hoje, quatro projetos de instalação de novas unidades estão em andamento no Estado. Com isso, a produção local de etanol, que hoje é de 850 milhões de litros, quase dobraria. Só que pelas novas regras, nenhum deles poderia funcionar, pois estão localizados ou na bacia do Alto Paraguai ou na região do bioma Pantanal.
Onze usinas estão em funcionamento em Mato Grosso. A produção de cana ocupa 0,2% do território. A Famato afirma que algumas unidades estão operando há 25 anos, sem nunca terem registrado acidentes com impacto ambiental. A federação promete ir ao congresso tentar reverter a situação.