ESTÁ CARO!!

Ovos: valores mensais atingem preços recordes

Agentes consultados pelo Cepea relatam desaceleração nas vendas de ovos para o varejo, reflexo do repasse dos aumentos ao consumidor final

Produção de ovos
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Depois de os valores diários dos ovos terem atingido o ponto máximo, agora as médias mensais também são as maiores da série do Cepea, em termos nominais, ou seja, sem levar em conta a inflação ou outras variações de mercado. Em termos reais (IGP-DI de janeiro), os preços médios desta parcial de fevereiro (até o dia 26) são recordes em Mirandópolis/Guararapes (SP) e na Grande Belo Horizonte (MG) – a série do Cepea se iniciou em 2013 nestas praças.

Na segunda quinzena do mês, agentes consultados pelo Cepea têm relatado desaceleração nas vendas de ovos para o varejo, reflexo do repasse dos aumentos ao consumidor final e do período do mês, em que o poder de compra da população tende a ser menor.

Reserva de ovos em baixa

Apesar da redução nas negociações, os estoques da proteína seguem baixos. Porém, as cotações dos ovos chegaram a ceder em algumas regiões nesta semana.

Segundo pesquisadores do Cepea, a quinta onda de calor deixa o setor em alerta, visto que isso compromete o bem-estar das aves, a produção e a qualidade dos ovos, especialmente a resistência da casca.

Colaboradores do Cepea afirmam que as temperaturas elevadas já estão resultando na mortalidade de galinhas em algumas regiões.

Gripe aviária afeta os preços dos ovos nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acredita que os preços de ovos no país podem subir 41% em 2025, reflexo do surto de gripe aviária. Neste mês, os preços alcançaram uma média recorde de US$ 4,95 a dúzia (R$ 28,85 cotação atual). O principal motivo para essa alta é o abate de mais de 166 milhões de aves desde que o surto da doença começou, em 2022.

Janeiro foi o pior mês até agora para produtores de ovos, com o abate de quase 19 milhões de galinhas.

Carne de frango

Levantamentos do Cepea mostram que as cotações dos produtos de origem avícola registram movimentos distintos entre as praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, comparando-se a média parcial de fevereiro (até o dia 26) com a de janeiro.

Em algumas regiões, o típico aumento da demanda em início do mês (recebimento de salários) e a oferta limitada elevaram as médias mensais, sustentando o maior patamar nestas últimas semanas de fevereiro.

Já em outras praças, o enfraquecimento da procura neste encerramento de mês pressionou as cotações da carne a ponto de anular os ganhos do começo de fevereiro, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

No mercado de pintainho de corte, segundo o Cepea, a demanda externa pela proteína brasileira vem garantindo alta nos preços de comercialização do animal.