O índice de preços ao produtor da China caiu para 1,3% em novembro. A queda se dá em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo-se estável ao que foi medido no mês anterior, segundo informações do departamento de estatísticas do país asiático.
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O indicador ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa queda de 1,5%. Em base mensal, o indicador subiu 0,1%. Em base anual, os preços dos bens de produção da China caíram 2,3%. Os preços da fabricação de matérias-primas e produtos químicos caíram 6%. Por fim, o do processamento de materiais ferrosos caiu 18,7%.
“A atividade provavelmente permanecerá deprimida até o segundo semestre de 2023” — Julian Evans-Pritchard
“Olhando para o futuro, parece improvável que a mudança de covid-zero aumente muito a inflação no curto prazo. Embora a gravidade das restrições da covid esteja sendo relaxada, a atividade provavelmente permanecerá deprimida até o segundo semestre de 2023, com a reabertura da onda de infecção mantendo muitas pessoas em casa”, avalia o economista sênior para a China da Capital Economics, Julian Evans-Pritchard.
Os preços da China nos próximos meses
O especialista acredita que tal situação de preços na economia da China seguirá nesse modelo no curto prazo. “O cenário global também permanecerá desinflacionário nos próximos trimestres, com a queda dos preços das commodities provavelmente mantendo a inflação dos preços ao produtor em território negativo durante grande parte do próximo ano”, complementa Evans-Pritchard, conforme informa a Agência CMA.
A desaceleração nos preços pagos ao produtor na China pautou a participação do especialista em commodities da Wit Invest, Ricardo Carneiro, no ‘Mercado & Companhia’ desta sexta-feira (9). Ele foi entrevistado pela jornalista e apresentadora Pryscilla Paiva (vídeo acima).
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