O governo da Bahia, anunciou nesta segunda-feira (18), o Plano ABC+ Bahia, medida que tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável da agropecuária baiana, priorizando a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
O documento que envolve 25 instituições no Grupo Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixo Carbono, foi publicado no Diário Oficial na última quarta-feira (13), por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).
De acordo com a pasta, o lançamento oficial do Plano ABC+ Bahia, está marcado para ocorrer durante a Bahia Farm Show, entre os dias 11 e 15 de junho, em Luis Eduardo Magalhães, na região Oeste do estado.
“Através desta portaria, estabelecemos metas ambiciosas para a recuperação de áreas degradadas, adoção de sistemas sustentáveis de produção e uso de tecnologias inovadoras. O Governo do Estado assume o compromisso com o futuro sustentável da agropecuária baiana, no combate aos efeitos das mudanças climáticas”, enfatizou o Secretário da Agricultura, Wallison Torres.
Plano ABC+
O Plano ABC+, também conhecido como “Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável, Plano de Agricultura de Baixo Carbono”, é uma iniciativa estratégica do Governo do Estado da Bahia, em articulação com instituições do setor público e privado, sendo coordenada pela Seagri.
Seu objetivo é enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas no setor agropecuário.
De acordo com a Seagri, o plano tem vigência de 2020 a 2030 e busca consolidar práticas agrícolas resilientes, produtivas e ambientalmente responsáveis, fundamentadas em pesquisas científicas.
Thiago Guedes, coordenador do Grupo Gestor Estadual do Plano, engenheiro agrônomo e Assessor Especial da Seagri, explica que o Plano Operacional do ABC+Bahia apresenta tecnologias para produção sustentável como a Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF), Sistema de Plantio Direto, Terminação Intensiva de Bovinos, Recuperação de área degradadas, Sistemas irrigados, Biosinsumos, dentre outras tecnologias que trazem oportunidades de negócio para o produtor rural.
De acordo com Guedes, tais iniciativas aumentam a produtividade, reduz perdas de produção e gera empregos e melhora a qualidade de vida no campo.
“Além disso, os produtores podem contar com um eixo de acesso a crédito e financiamentos via Programa ABC e outras linhas de crédito para a adoção e estímulo dos sistemas produtivos sustentáveis que promovam baixa emissão de carbono”, explicou o coordenador.
Instituições participantes
A gestão dessas tecnologias inovadoras será realizada em território nacional pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e na Bahia, por um Grupo Gestor Estadual composto por diversas instituições parceiras que construíram o Plano ABC+ BA e serão responsáveis pela gestão, monitoramento e execução.
Além da Seagri, que coordena o Plano, participam da coordenação e execução do plano as seguintes instituições:
- Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB);
- Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia – (Adab);
- Caixa Econômica Federal – (CAIXA);
- Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb);
- Instituto Viverde (IV);
- Associação Baiana das Empresas de Base Florestal – (Abaf);
- Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);
- Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado da Bahia – (SFA/Mapa);
- Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac);
- Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob);
- Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia – (Sema);
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano);
- Instituto Cabruca (IC);
- Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba);
- Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação BA);
- Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs);
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA);
- Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (SECTI);
- Organização de Conservação da Terra (OCT);
- Instituto Arapyaú (IA);
- Banco do Brasil (BB);
- Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc);
- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa);
- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB);
- Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
“Este plano é fruto da construção coletiva de 25 instituições que executam programas e projetos por meio de práticas agropecuárias sustentáveis que contribuirão na gestão, execução e monitoramento do plano”, complementou Thiago Guedes.
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