A maior demanda por bovinos mais jovens tem aumentado no mercado pecuário. Essa preferência de frigoríficos pela compra de novilhos machos e fêmeas pode ser explicada pela atuação de empresas em mercados que demandam maior qualidade – inclusive associada à idade dos animais – e que pagam valores superiores por essa carne, como o chinês.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Agropecuária (Cepea), a produção de animais que atingem os requisitos de abate precocemente também tem sido estimulada. A possibilidade de se obter melhores remunerações é determinante para a decisão de investir na produção de animais com ciclos de produção menores que o habitual.
Dados da pesquisa trimestral de abate do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam aumento mais significativo do número de animais jovens abatidos no Brasil neste ano.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o de 2018 registrou número 4,4% superior no abate total de bovinos, que passou de 7,4 milhões para 7,7 milhões de animais.