Custo de produção elevado, preço da arroba do boi gordo e consumo interno em baixa. Os três são considerados os principais vilões da pecuária mato-grossense nos últimos anos, segundo o setor produtivo.
Mato Grosso é detentor do maior rebanho bovino brasileiro com pouco mais de 33 milhões de cabeças.
+Brasil consome 70% do milho produzido, diz diretor-técnico da Abramilho
“Hoje temos vários vilões. O custo de produção aumentou bastante. O preço que a gente vende não é o que a gente determina. Nós temos dois obstáculos na frente. Um é o frigorífico e outro é o mercado varejista”, pontua o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta semana.
Conforme o presidente da Acrimat, dentre todos os “vilões” na atividade , “o maior vilão hoje é o poder aquisitivo da população”.
“O consumo de carne [bovina] da população abaixou demais nesses últimos anos. A população mais humilde está procurando outras proteínas, principalmente o ovo. Eu acredito que a médio e longo prazo só o aumento da renda média da população brasileira para poder voltar esse ciclo que era antigamente [a pecuária]”.
Informações e orientações aos pecuaristas são essenciais
Ribeiro Júnior afirma que a pecuária não é uma atividade de exploração e nem de especulação, uma vez que é de ciclo longo, de no mínimo quatro anos.
Um dos papeis da Acrimat, segundo o presidente, é o de levar orientações e informações aos pecuaristas, principalmente para os pequenos e médios.
+Brasil está anos luz à frente em sustentabilidade, diz diretor da Aprosoja-MT
Entre as ações realizadas pela entidade com tal finalidade está o Acrimat em Ação, que em 2023 chega a sua 11ª edição.
“Percorremos geralmente 30 municípios. Cada edição levando um tema e esse ano será gestão. Tem muitas pessoas desistindo, perdendo área para a agricultura, outras estão desestimuladas por conta de investimento. A nossa preocupação hoje é gestão. Então, orientar o pequeno e o médio à fazer as suas contas, fazer os seus cálculos, a poder continuar na atividade”.
+ Confira mais entrevistas do programa Direto ao Ponto
Clique aqui, entre no grupo de WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real