Para o analista de mercado Enio Fernandes, esses preços devem continuar neste patamar até a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), no dia 31 de março. Fernandes acredita que a área de plantio da soja nos Estados Unidos deve aumentar pouco.
O analista lembra que, com a entrada da safra sul-americana no mercado em abril, a oferta de grãos deve se intensificar no mercado internacional e isso causará uma pressão de baixa nos preços em Chicago.
Fernandes informa que os produtores de milho aproveitaram a alta do dólar registrada na quarta, quando a moeda americana fechou perto de US$ 3, para vender o grão. A soja também foi vendida, mas em volume menor. Ele diz que os produtores de soja estão retendo o grão à espera de uma maior subida do dólar ou de uma definição melhor dos preços em Chicago, vendendo somente o que é necessário para cobrir os custos de produção momentâneos.
Apuração de Larissa Pansani, editado por Gisele Neuls