O milho segue com preços firmes no Brasil, mantendo-se acima de R$ 50 em Campinas (SP), de acordo com a Safras & Mercado. A consultoria informa, ainda, que as negociações da segunda safra do grão estão bastante aceleradas.
O analista da Safras Paulo Molinari elencou os principais fatos que precisam ficar no radar dos produtores e investidores, para que não sejam surpreendidos no momento de fechar negócio. Confira!
- Mercado externo ainda sem força para uma reação diante da ausência de novos fatos positivos;
- Coronavírus segue concentrado na China, porém estabelecendo uma situação de indefinição para os mercados;
- Espera-se atitude econômicas por parte da China para uma revitalização dos mercados principalmente nos Estados Unidos;
- Dólar no maior patamar deste as eleições de 2016 nos EUA pressiona as commodities no mercado internacional;
- Petróleo em baixa pressiona cotações do etanol e biodiesel;
- Chuvas na Argentina vão garantindo a transição da safra de verão da América do Sul com postura de produção recorde;
- Mercado interno segue com a sua longa trajetória até a colheita da safrinha 2020;
- O plantio segue agora um pouco mais atrasado em Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais devido a chuvas;
- Mato Grosso e Paraná vão se posicionando agora próximo ao normal para o período;
- Potencial de área ainda está indefinido já que boa parte da área será plantada em março;
- Demanda por insumos segue forte ainda nas regiões de safrinha;
- Alguma redução de chuvas em março e abril e alguma geada em junho devem ser considerados normais para a segunda safra;
- Preços internos muito firmes no disponível, sem folga para baixas;
- Segunda safra 2020 com alguns negócios se descolando dos níveis de exportação, o que pode limitar embarques no segundo semestre.